A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta quinta-feira (27) nove investigados por suposto esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A denúncia, primeira da Operação Sisamnes, aponta crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo. A PGR afirma que o grupo atuou entre 2019 e 2023.
Segundo a PGR, o lobista era a peça central do esquema, responsável por intermediar contatos e produzir minutas apócrifas de decisões judiciais para dar verossimilhança ao cenário de urgência. Ele também exigia pagamentos de vantagens indevidas. Os servidores do STJ, por sua vez, viabilizavam o acesso a minutas de decisões internas e repassavam informações sigilosas.
A acusação aponta ainda uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro. Só uma das empresas do lobista teria repassado R$ 4 milhões para uma empresa da mulher de um dos servidores entre 2021 e 2023. A PGR cita saques em dinheiro e trocas de mensagens como evidências.
O caso será analisado pelo ministro Cristiano Zanin, relator no STF, que abrirá prazo para manifestação das defesas. A denúncia será julgada pela Primeira Turma do Supremo. Se aceita, os investigados se tornam réus.


