O Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo denunciou supostas regalias concedidas à advogada presa por 14 horas na Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, incluindo chuveiro exclusivo e cama diferente das demais detentas.
O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) comunicou à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) que a advogada e influenciadora digital ficou em uma cela especial improvisada, com cama de ferro e colchão diferente, além de chuveiro privativo, enquanto esteve detida na Penitenciária Feminina de Santana.
A SAP informou que a custódia foi realizada conforme decisão judicial, tratando a detida como advogada. A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) afirmou que a legislação prevê que advogados presos preventivamente sejam recolhidos em local separado dos presos comuns.
O sindicato também denunciou restrição de acesso de policiais penais ao local onde a advogada ficou, o que comprometeria a fiscalização e a segurança. A advogada foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista após 14 horas na unidade de Santana.
Ela foi presa em operação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).


