A professora Monique Medeiros recebeu perdão judicial do 2º Tribunal do Júri por acusações ligadas à morte do menino Henry Borel, ocorrida em 8 de março de 2021. A decisão, proferida nesta quinta-feira (4 de junho), permitiu que ela deixasse o presídio feminino Talavera Bruce. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) informou que recorrerá da sentença.
O perdão judicial foi concedido após o Conselho de Sentença classificar o crime como homicídio culposo. Enquanto isso, o padrasto da criança foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação, conforme decisão da 2ª Promotoria de Justiça.
O promotor de Justiça do caso, Fábio Vieira, declarou que a sentença será objeto de recurso. Ele afirmou que Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry e que ela deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso.
Segundo o inquérito, o menino foi encontrado caído no quarto, com pés e mãos gelados. Testemunhas declararam que o padrasto era agressivo. A promotoria argumentou que a mãe ignorou sinais de alerta sobre o risco que o ex-vereador representava para a família.


