O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao pedido de liberdade de uma influenciadora, por unanimidade, na tarde desta quinta-feira (9). A decisão manteve a prisão preventiva, apesar da defesa alegar que a detenção é “midiática” e que a investigada é mãe de uma criança de 10 anos.
O advogado de defesa sustentou que a prisão preventiva é “excessiva, desnecessária e midiática”. Ele afirmou que a investigada, que é advogada e empresária, não cometeu crime com violência ou grave ameaça. A defesa solicitou a conversão da prisão para domiciliar, citando que a filha depende exclusivamente dela.
Segundo o defensor, durante o período de investigação entre 2022 e 2024, a investigada nunca foi chamada para prestar informações aos investigadores. Ele declarou que “Parece que efetivamente não se buscava apurar a verdade dos fatos. Ficou quatro anos investigando para depois se ter uma prisão midiática e desnecessária”.
Em contrapartida, o procurador-geral da República sustentou a manutenção da custódia. Ele citou precedentes do STJ e apontou a relação da investigada com organização criminosa. Um promotor do Gaeco declarou que a influenciadora faz parte da arquitetura financeira de uma facção desde 2022 e manteve proximidade com a família de líderes do grupo.

