O psicólogo Alfredo Rodríguez, especialista em sono e bem-estar, afirmou que o hábito de acordar às cinco da manhã carece de base científica para a maioria das pessoas. Ele explica que essa prática, vista como símbolo de sucesso, pode perturbar os ritmos circadianos naturais e prejudicar funções cognitivas.
Rodríguez declarou que a tendência é uma “moda passageira”, ligada à ideia de ganhar tempo produtivo sacrificando o descanso. O especialista comparou o ato a “vender o carro para comprar gasolina”, reforçando que, biologicamente, levantar tão cedo não faz sentido para a maioria.
A privação de sono acarreta impactos diretos na saúde mental e social. Segundo o psicólogo, um cérebro fatigado dificulta a tomada de decisões, diminui a regulação emocional, elevando a irritabilidade, e reduz a sensibilidade aos estímulos alheios.
Em vez de focar em um horário específico, o especialista propõe diretrizes práticas: manter horários consistentes para dormir e acordar, reduzir a luz ambiente e evitar telas antes de deitar, e estabelecer limites claros entre trabalho e vida pessoal. Ele concluiu que o sono é uma condição essencial para uma boa vida.


