A diferença entre as horas de sono durante a semana e nos fins de semana aumenta a probabilidade de adolescentes entre 12 e 18 anos relatarem níveis mais altos de ansiedade. A conclusão consta em meta-análise publicada na revista Sleep Medicine Reviews, que utilizou dados de mais de 235 mil jovens para analisar o fenômeno.
O estudo identificou a ocorrência do chamado jet lag social, caracterizado pela discrepância entre o relógio biológico do adolescente e a rotina exigida pela escola. A equipe de pesquisadores avaliou oito estudos anteriores sobre ansiedade, utilizando questionários que medem sintomas de inquietação e preocupação.
Os resultados apontam uma ligação contundente entre o tempo de sono e a descrição de sentimentos ansiosos. A análise reforça a hipótese de que o descanso é um dos pilares da saúde mental nessa faixa etária.
Em outra pesquisa publicada na revista JAMA, foi constatado que 76,8% dos adolescentes dormem sete horas ou menos por noite. Para aquele levantamento, sete horas foram classificadas como sono insuficiente, enquanto períodos iguais ou inferiores a cinco horas foram considerados sono muito curto.
Neurologistas e profissionais da saúde alertam para as consequências a longo prazo da privação de sono. O descanso de qualidade é descrito como essencial para a saúde cerebral, reparação de tecidos, eliminação de toxinas e fortalecimento do sistema imunológico.
Jovens nessa fase precisam dormir entre oito e 10 horas por noite. O período deve contemplar ciclos de sono completos, incluindo o sono REM (movimento rápido dos olhos), que representa a fase final e mais ativa do descanso.


