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Política

Escritório de Ibaneis Rocha movimentou R$ 43 milhões com fundo sob suspeita

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 11:13
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O escritório particular de advocacia do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), movimentou quase R$ 43 milhões com um fundo da Reag Investimentos, que está sob suspeita de atuar em operações irregulares. As transações, realizadas em novembro de 2023, incluem um repasse de R$ 32.541.248 e outro de R$ 10.394.973.

Essas operações foram identificadas no Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O Coaf é uma unidade de inteligência financeira do governo federal que atua na prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

O Banco de Brasília (BRB) injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, que está em processo de liquidação, e tentou adquirir a instituição, mas a transação foi barrada pelo Banco Central. O BRB ainda busca reaver o valor investido.

A oposição na Câmara Legislativa do DF pediu ao Ministério Público a investigação de Ibaneis Rocha por improbidade administrativa e o bloqueio de seus bens. O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) apresentou uma representação alegando indícios de irregularidades nas movimentações financeiras entre o escritório de advocacia do governador e os fundos da Reag.

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No último dia 10, foi revelado um contrato milionário do escritório de Ibaneis com outro fundo da Reag, celebrado em maio de 2024. O escritório cedeu ao fundo R$ 38,12 milhões em honorários advocatícios ainda não recebidos, funcionando como uma antecipação de pagamento.

A defesa de Ibaneis afirmou que ele está afastado do escritório desde 2018 e negou sua participação nas negociações. O escritório declarou que recebeu apenas R$ 4 milhões dos honorários vendidos à Reag e que o contrato foi um negócio regular.

A Reag Investimentos, fundada em 2013, é investigada em diversas operações, incluindo a Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no sistema financeiro e supostas fraudes relacionadas ao Banco Master. Além disso, a Reag é alvo da megaoperação Carbono Oculto, que investiga sua ligação com o PCC.

As movimentações financeiras levantam preocupações sobre a solidez do BRB, que enfrenta dificuldades para cumprir as normas prudenciais do sistema bancário, após os aportes no Banco Master.

TAGGED:Banco de BrasíliaBanco MasterBrasíliaConselho de Controle de Atividades FinanceirasDFFábio FélixIbaneis Rochaimprobidade administrativaLavagem de DinheiroReag Investimentos
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