O Ministério Público de São Paulo substituiu o promotor que pediu arquivamento da ação contra o influenciador Monark e retomou o pedido de condenação por danos morais no valor de R$ 4 milhões. A mudança ocorreu em abril de 2026 na 2ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital, responsável pelo caso.
Em fevereiro de 2022, Monark defendeu a legalização de um partido nazista no Brasil durante o Flow Podcast, o que motivou a ação civil pública do MP-SP em março de 2024. Inicialmente, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos apresentou parecer favorável ao influenciador, classificando as declarações como defesa da liberdade de expressão e não apologia ao nazismo.
Em abril, após mudanças administrativas internas e promoção do promotor anterior, o caso foi assumido pelo promotor Ricardo Manuel Castro, que pediu que a Justiça desconsiderasse o parecer anterior e retomasse o pedido de condenação de Monark ao pagamento de R$ 4 milhões. Castro argumentou que a defesa da criação do partido nazista legitima a perseguição e o extermínio de minorias.
A defesa de Monark questiona a troca de promotores, alegando possível desvio de finalidade e violação de princípios processuais, e apresentou reclamação disciplinar ao Conselho Superior do Ministério Público. Um parecer jurídico anexado ao processo reforça essa tese.
Além da disputa judicial, Monark enfrentou bloqueios em plataformas digitais. Em 1º de maio de 2026, o YouTube removeu o canal criado para seu retorno, sob alegação de violação das diretrizes da comunidade, segundo a defesa.


