O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 termina em 29 de maio. Até agora, 23,5 milhões de contribuintes já enviaram o documento à Receita Federal, que espera receber 44 milhões até o fim do prazo. Especialistas destacam os principais erros na declaração de investimentos e orientam como evitá-los.
Devem declarar o Imposto de Renda 2026 os contribuintes que tiveram, em 2025, rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil, ganho de capital na venda de bens ou direitos acima de R$ 40 mil e patrimônio superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025.
Felipe de Deus, superintendente jurídico da B3, afirma que a omissão de investimentos e rendimentos é o principal erro na declaração. Ele recomenda que o contribuinte confira os documentos enviados por bancos e corretoras para garantir que todos os investimentos estejam incluídos na ficha “bens e direitos”.
Investimentos com imposto retido na fonte, como títulos do Tesouro Direto, devem ser declarados com valor zero em 31 de dezembro se vendidos ou vencidos, informando apenas os rendimentos líquidos. Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva, como CDBs, fundos de renda fixa e juros sobre capital próprio, devem ser registrados na ficha específica.
Já os rendimentos isentos, como LCI, LCA, dividendos, poupança e fundos imobiliários, devem ser declarados na ficha correspondente. Charles Gularte, do Contabilizei, alerta que o valor dos investimentos deve ser declarado pelo custo de aquisição, sem atualização por variação de mercado. Omissões ou informações falsas podem gerar multas de até 300% do valor devido.


