A Comissão de Esporte do Senado (CEsp) aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto que define as regras para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A proposta também concede um prêmio de R$ 500 mil a cada jogadora que defendeu a seleção nas edições de 1988 e 1991 do torneio. O texto segue agora para votação no Plenário do Senado em caráter de urgência.
O projeto (PL 1.315/2026), que já passou pela Câmara dos Deputados, estabelece normas para comércio em locais oficiais, propaganda de bebidas alcoólicas, possibilidade de feriado nacional nos jogos da seleção, e visto especial para trabalhadores estrangeiros. A competição ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
O prêmio de R$ 500 mil é uma reparação histórica, segundo a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), que citou o Decreto-Lei 3.199 de 1941, que proibiu mulheres de praticar esportes considerados incompatíveis com sua natureza, revogado apenas em 1979. Estima-se que 30 atletas sejam contempladas. Na mesma reunião, a CEsp aprovou um segundo projeto para incluir as jogadoras da Copa de 1995 no benefício, após acordo para não atrasar a tramitação do principal.

