A Operação Fluxo Oculto, desdobramento da Carbono Oculto, identificou quatro fundos de investimento ligados ao PCC com patrimônio estimado em R$ 205 milhões e crescimento de 200% em pouco mais de um ano. A ação cumpre 59 mandados em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A ofensiva mobiliza cerca de 135 auditores-fiscais, analistas tributários e servidores da Receita Federal, além de dezenas de agentes das forças de segurança que atuam em apoio à operação. As investigações apontam que o PCC estruturou um esquema de abertura em série de empresas em diversos Estados para sustentar fraudes.
Segundo o Ministério Público, os denunciados usavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e detentos para registrar empresas que formalmente compravam solventes, mas desviavam os produtos para a Grande São Paulo. Investigadores também descobriram seis fintechs que atuariam como bancos paralelos da organização criminosa.
Essas instituições integravam um núcleo financeiro responsável por compensações internas entre distribuidoras e postos de combustíveis, movimentações entre empresas e fundos ligados ao grupo, além do pagamento de despesas operacionais e gastos pessoais dos principais operadores do esquema.
O Ministério Público informou que o PCC utilizava mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial para esconder os verdadeiros beneficiários das operações financeiras, compartilhando canais de escoamento e técnicas de lavagem, especialmente na frente da nafta.


