A Operação Fluxo Oculto, deflagrada na semana passada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Receita Federal, revelou que fundos de investimento estruturados para cobrar descontos de boletos em aberto estavam sendo usados para lavar dinheiro de organizações criminosas que atuam no mercado de combustíveis. Segundo as investigações, os fundos aceitavam duplicatas de empresas fantasmas praticamente pelo valor de face, com prazos de vencimento muito curtos, indicando que os títulos eram fictícios.
As investigações apontam que os fundos adquiriam títulos com vencimento de poucos dias úteis, enquanto a média do mercado é de dois a seis meses. A operação, batizada de Fluxo Oculto, foi deflagrada na semana passada e expôs o esquema de lavagem de dinheiro que utilizava empresas fantasmas para gerar recebíveis fictícios.

