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Justiça

Fachin cria grupo para rever remuneração de juízes

Carla Fernandes
Última atualização: 6 de junho de 2026 16:58
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O ministro Edson Fachin, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), criou um grupo de trabalho para discutir a remuneração dos magistrados brasileiros. A iniciativa busca enfrentar os ‘penduricalhos’ salariais, extras que geram pagamentos acima do teto constitucional e são alvo de críticas ao Judiciário.

O levantamento realizado pelo CNJ identificou mais de 500 registros de tais pagamentos, que utilizam nomes distintos. O grupo de trabalho terá como objetivo realizar estudos sobre propostas legislativas para aperfeiçoar o sistema remuneratório do serviço público nacional. Fachin pretende construir uma solução de longo prazo que atenda aos princípios republicanos e gere disciplina remuneratória compatível com a Constituição.

A justificativa para a criação da comissão apontou falhas no sistema de pagamentos vigente desde 1998. Segundo o ministro, o sistema atual gera desigualdades, insegurança jurídica e utiliza subterfúgios conceituais, como verbas indenizatórias com efeitos remuneratórios para superar a defasagem do teto.

A comissão deverá analisar propostas de uniformização, padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário nos próximos seis meses. Anteriormente, o plenário do CNJ aprovou proposta de Fachin que estabelece um contracheque único e a Tabela Remuneratória Unificada (TRU) para todos os tribunais do país.

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