Uma juíza concedeu perdão judicial a uma mãe após o assassinato de seu filho, de quatro anos. A magistrada fundamentou a decisão na alegação de que a reação social ao crime foi ‘desproporcional’ por ser a acusada mulher.
O caso envolveu o assassinato de uma criança, que foi encontrada com 23 lesões graves, incluindo laceração completa do fígado e hematomas que sugeriram tortura prolongada. Investigações posteriores revelaram que a mãe tinha conhecimento de que o namorado espancava o menino, mas inicialmente negou os fatos.
A juíza Elizabeth Louro decidiu que a reação social ao crime da mãe foi ‘desproporcional’ por ser mulher, classificando a ação como ‘discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal’. Com isso, concedeu perdão judicial à mãe.
A decisão foi criticada por considerar que a magistrada substituiu a justiça real por uma cartilha ideológica. Críticos afirmam que o ato da juíza tornou o feminismo cúmplice de um crime, ignorando as evidências de tortura e omissão criminosa.

