O Superior Tribunal de Justiça negou, nesta terça-feira, o pedido de liberdade de uma advogada presa em operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Quinta Turma entendeu que o caso requer análise aprofundada e determinou que o Tribunal de Justiça de São Paulo analise a situação com celeridade.
Os ministros decidiram por unanimidade manter a prisão preventiva, pois a Corte estadual ainda não analisou o mérito dos argumentos apresentados pela defesa. O relator do caso, ministro Ribeiro Dantas, afirmou que não há ilegalidade na decisão do TJ-SP que manteve a custódia provisória.
Segundo o ministro, a prisão da advogada “parece estar fundamentada na garantia da ordem pública”, visto que a suposta participação em organização criminosa sofisticada justifica a custódia provisória. Em contrapartida, o advogado da advogada alegou “falta de urgência e necessidade” da prisão, pedindo a substituição por medidas cautelares diversas.

