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Justiça

STF aproxima-se de liberação de verbas indenizatórias de juízes

Carla Fernandes
Última atualização: 29 de junho de 2026 23:21
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou no julgamento sobre verbas indenizatórias de magistrados e membros do Ministério Público (MP). Nove ministros votaram a favor da liberação parcial desses pagamentos, que podem ultrapassar o teto do funcionalismo público, fixado em R$ 46.366,19.

A decisão foi ampliada na segunda-feira (29), quando os ministros Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques acompanharam a interpretação que permite ampliar alguns pagamentos além dos limites inicialmente sugeridos por Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Com esse placar, resta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia para a conclusão do julgamento.

A discussão surgiu após o STF restringir o pagamento de certas verbas adicionais em março. Associações de magistrados e membros do MP apresentaram embargos de declaração solicitando esclarecimentos. Em votação anterior, os ministros Dino, Moraes, Zanin e Mendes flexibilizaram algumas limitações, e Luiz Fux concordou com parte dos argumentos, embora tenha divergido sobre o limite de 35% do teto constitucional para certas verbas.

Entre os pontos flexibilizados, há a autorização para que tribunais e unidades do MP convertam em dinheiro horas extras de plantões presenciais, respeitando o limite de 35% do teto. Os ministros também votaram pela possibilidade de pagamento de férias e licenças-prêmio adquiridas antes da restrição. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também solicitou a valorização por tempo de antiguidade na carreira (PVTAC), que pode ser paga junto ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS).

TAGGED:JudiciáriomagistradosmpSTFteto-remuneratorioverbas indenizatórias
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