O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, nesta quarta-feira, 1º, o pedido de soltura imediata feito pela defesa de uma influenciadora. A investigada permanece presa enquanto o tribunal avalia o mérito da solicitação, que envolve suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Os advogados da influenciadora alegaram ao STJ que houve demora excessiva na condução do processo e que não havia motivos suficientes para manter a prisão preventiva. A defesa sugeriu alternativas, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, e argumentou que, por ser mãe de um filho menor de 12 anos, ela deveria cumprir prisão domiciliar.
O ministro Ribeiro Dantas, relator do caso, negou a liminar após analisar o pedido. Ele declarou que não há ilegalidade clara para justificar a libertação urgente, pois “a prisão preventiva, em juízo inicial, parece estar devidamente fundamentada”. A decisão também esclareceu que a condição de mãe não garante automaticamente a prisão domiciliar em casos excepcionais.
A investigada está detida preventivamente desde o final de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. Com a liminar negada, o habeas corpus aguarda análise do Ministério Público Federal antes de ser julgado definitivamente pelo STJ.

