A Polícia Federal identificou que brasileiros investigados por elos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizaram a plataforma Zelle para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. A operação, deflagrada pela Justiça Federal, aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 10,4 bilhões entre o Brasil e os Estados Unidos.
Documentos da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo indicam que os suspeitos utilizavam o sistema, conhecido como “Pix americano”, para realizar transferências internacionais. Mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos revelaram negociações de entorpecentes, como haxixe, e o uso de empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos valores.
A investigação teve início após cooperação com o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Segundo a PF, os líderes do esquema utilizavam uma estrutura complexa que envolvia o recolhimento de dinheiro em espécie, investimentos em criptoativos e remessas bancárias em diversas cidades americanas. A Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores até o montante de R$ 10,4 bilhões.
Entre os alvos da operação estão pessoas sancionadas pelo governo americano por suposta ligação com o PCC. Uma mulher foi presa durante a ação, enquanto um homem apontado como líder do grupo permanece foragido.

