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Política

Mendonça suspende julgamento sobre tributação da Vale no STF

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de agosto de 2026 23:35
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O ministro André Mendonça pediu destaque nesta sexta-feira (28) e suspendeu o julgamento sobre a tributação do lucro de empresas controladas pela Vale no exterior. O processo, que estava em votação virtual, será reiniciado no plenário físico do Supremo Tribunal Federal (STF) após a interrupção do procedimento pelo relator.

O tribunal já havia formado maioria a favor da cobrança dos impostos antes da suspensão. Restava apenas o voto do presidente Edson Fachin para encerrar a sessão virtual, o qual teria caráter determinante para o resultado final.

A controvérsia começou após decisão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O órgão havia vetado a incidência do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre lucros de subsidiárias da Vale na Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo, mas permitiu a cobrança na controlada nas Bermudas.

O STJ entendeu que tratados contra dupla tributação firmados pelo Brasil com países europeus impediam a aplicação das regras antes da distribuição de dividendos à matriz. A União recorreu ao STF, pois a questão pode custar R$ 34 bilhões para a Vale.

Até o momento, seis ministros votaram contra a tributação, seguindo o entendimento de Gilmar Mendes, que afirmou que a Receita tributa o acréscimo patrimonial da matriz brasileira. Esse grupo inclui Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

André Mendonça votou a favor da empresa e contra a tributação, sendo acompanhado por Luiz Fux. Já o ministro Dias Toffoli apresentou voto intermediário, afastando a cobrança em países com tratados, mas concordando com o Fisco quanto à subsidiária nas Bermudas ao reconhecer a constitucionalidade do Método de Equivalência Patrimonial (MEP).

TAGGED:André Mendonçadireito-tributarioimpostosSTFtributaçãoVale
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