A melatonina, substância produzida pela glândula pineal, ajuda o organismo a sinalizar a chegada da noite e sincronizar o ritmo circadiano. Contudo, o uso sem orientação médica não garante a eficácia e pode apresentar riscos.
Especialistas explicam que a versão sintética não funciona como medicamentos tradicionais para induzir o sono imediato. Ela pode ser útil quando a dificuldade de dormir está ligada ao relógio biológico do indivíduo.
O suplemento é indicado em casos como síndrome da fase atrasada do sono, jet lag e trabalho noturno. Também pode ser usada por idosos ou pessoas com transtorno do espectro autista e TDAH, devido à redução natural do hormônio. Para insônia crônica causada por estresse ou ansiedade, a terapia cognitivo-comportamental é o tratamento inicial recomendado pelas diretrizes internacionais.
Apesar de ser considerada segura, a melatonina pode provocar sonolência diurna, tontura, dor de cabeça e náuseas. Estudos mostram segurança no uso contínuo por até 12 meses, embora dados de longo prazo ainda sejam limitados. A dose recomendada geralmente fica entre 0,5 mg e 3 mg, administrada no horário adequado ao ritmo circadiano.


