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Justiça

Ministro do STF vota para acabar com aposentadoria compulsória remunerada a juízes

Carla Fernandes
Última atualização: 26 de maio de 2026 16:17
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta terça-feira (26) para extinguir a aposentadoria compulsória remunerada como punição a juízes desde a Reforma da Previdência de 2019. Ele afirmou que a medida transfere o ônus para a sociedade e defendeu que infrações graves sejam punidas com perda do cargo.

Dino destacou que a “aposentadoria-sanção” é uma punição que não pune, pois o magistrado continua recebendo salário mesmo após ser aposentado compulsoriamente. Segundo ele, isso gera prejuízo à coletividade e não atende à ética judicial.

O ministro ressaltou que a Constituição Federal exige probidade e que sanções devem causar prejuízos para evitar impunidade e erosão democrática. Ele afirmou que a Reforma da Previdência de 2019 suprimiu a aposentadoria compulsória como forma de punição.

Durante o julgamento na Primeira Turma do STF, Dino anulou decisão do Conselho Nacional de Justiça que aplicou aposentadoria compulsória a um juiz, proibindo nova aplicação dessa pena no caso. Ele afirmou que o CNJ deve aplicar pena menor ou acionar a Advocacia-Geral da União para perda do cargo.

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Dino também explicou que a Lei Orgânica da Magistratura, anterior à Constituição e à reforma, não pode prever modalidades de aposentadoria e que a vitaliciedade não impede a perda do cargo em caso de irregularidade grave.

TAGGED:aposentadoria compulsóriaCNJFlávio DinoJustiçamagistraturapunicao-a-juizesreforma-da-previdenciaSupremo Tribunal Federal
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